O encontro da poesia de Homero Frei e de Antônio Lázaro de Almeida Prado
Organização e direção:
Fernanda de Almeida Prado
Prof. Dr. Sidney Barbosa
Leitura de Poemas:
Alex Dias
Sidney Barbosa
Fernanda de Almeida Prado
Francesca Cricelli
Apresentação musical:
Irineu de Palmira

Ser poeta é ser o ingênuo comandante
De uma tripulação desordenada!
Gente que troca uma saudade amante
Pela esperança de não ser mais nada!
Gente que é fala, mas não quer que a fala
Compareça ao silêncio da canção;
Gente em farrapos, mas que, em dor de gala,
Mascara a máscara do coração...
Ninguém entende que a verdade mente
Palavras marinheiras (adjetivo
Falso como um pronome)! O poema sente
Que um dia vai florir um poema vivo!
Pois que ele afunde! E volte a vida plena!
Se flor é assim, até que vale a pena!
HOMERO FREI

OUSADIA
Ousa o sonho
Alça o vôo
Olha as estrelas
Sopra forte
Sobe o tom
Rompe as amarras.
Acrescenta
Ambição
Aos teus projetos.
Ousa mais,
Incapaz
De andar rasteiro.
Sobe mais
Que és capaz
De alto vôo...
Antônio Lázaro de Almeida Prado

Se ao lápis voltasse
O almo carvão dos meus versos,
Doeria apontá-lo...
Homero Frei
Nos outros me afago.
A Narciso era preciso
Bem menos – um lago.
PALIMPSESTO
Sob adulta epiderme
Deste rosto tão triste
Da criança persiste
(Neste riso tolhido)
O vibrante, o festivo
Brilho da verde chama
Que declara e proclama
Ressurrecta a fagulha
Sob adulta epiderme
(Como em pálido rosto)
O reflexo da aurora...
Antônio Lázaro de Almeida Prado

QUAL PÁSSARO...
(Antônio Lázaro de Almeida Prado)
Arguto o pássaro
Domina os desvarios
Do vento.
Imita o pássaro:
Impõe à tua dor
O ritmo do canto.

Questão não Acadêmica
Para muitos, Saudade
A mais bela palavra
Da língua portuguesa.
Eu (saudoso...) confesso,
Professo outra certeza:
Em tudo o que li
-De Camões a Pessoa
De Murilo a Cabral
Ou a Drummond de Andrade-
Em verdade
Mais bela outra não vi
Não falei, não ouvi
Que a palavra
(Tão sóbria):
Liberdade.
Antônio Lázaro de Almeida Prado
Assis, 14/11/1979

Se o canto é fugaz,
O meu silêncio dispara
A um pássaro atrás!
Homero Frei

No muro uma rosa.
E eu penso – se a rosa é leve,
Por que o muro é penso?
Homero Frei
Ah! Os velhos amigos!
É uma pena eu nunca ter visto
Estes rostos antes...
Homero Frei
Nos outros me afago.
A Narciso era preciso
Bem menos – um lago.
Homero Frei





Olá Fernanda,
ResponderExcluirmuito obrigada por sua gentileza e pelo convite para assistir ao Sarau Chama Poética.
Adorei conhecer sua família maravilhosa que tem tanto amor,carinho e poesia no seu dia a dia, que se prontifica a espalhar e multiplicar isso no mundo!
Um abraço
Cristina Crispin Leite